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Vasco Arruda

Puesto que la devoción singular a la Virgen Madre de Cristo es la señal de los verdadeiros fieles, la contraseña de los soldados de Cristo, atendamos a no ser fríos o tíbios em una devoción tan grata al Señor; pues hombres fervorosos y ardientes quiere Él, que vino a este mundo para encender fuego y no quiere sino que arda (cf. Lc 12,49). ¡Que arda perpetuamente ante Dios em el altar de nuestro corazón este fuego celestial, y seremos dichosos! Porque María nos librará de todo mal y, acogiendo nuestras súplicas com afecto materno, como patrona potentíssima y fidelíssima, protegerá y conservará incólumes a sus devotos, y los enriquecerá colmándolos de celestes tesoros.
San Lorenzo de Brindis
[San Lorenzo de Brindis. Marial: Maria de Nazaret, “Virgen de la Plenitud”. Traducción del latín por Agustín Guzmán Sancho y Bernardino de Armellada; Introducción, notas e revisión por Bernardino de Armellada. Madri, Espanha: Biblioteca de Autores Cristianos, 2004, p. 178.]

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Vasco Arruda

Este livro é como um livro qualquer. Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada. Aquelas que sabem que a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente – atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar. Aquelas pessoas que, só elas, entenderão bem devagar que este livro nada tira de ninguém. A mim, por exemplo, o personagem G.H. foi dando pouco a pouco uma alegria difícil; mas chama-se alegria.
Clarice Lispector
[Lispector, Clarice. A paixão segundo G.H.: romance. – Rio de Janeiro: Rocco, 2009, p. 5.]

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Vasco Arruda

Acho realmente que a arte nos escolhe, conforme a nossa personalidade. Escolhi a literatura para expressar-me e ela, por sua vez, também me escolheu; das artes, a que menos precisa de plateia, porque encontra seu objetivo quando um leitor a lê. O próprio escritor se insere na narrativa como mais um personagem e é impressionante a capacidade de deslocamento que ele tem para versar sobre outras realidades; muitas vezes, transportando-se para situações, épocas ou lugares que não conheceu de fato e descrevê-los com propriedade. Eu mesma, num de meus livros, vivi a maternidade com uma intensidade tal que me pareceu real, uma experiência que a Providência me negou, mas que a literatura me possibilitou. É a força da palavra literária e a forma como o escritor a usa, que torna esta mágica possível, permitindo que a literatura sobreponha-se à experiência de vida.
Íris Cavalcante, pela boca de Drina, personagem de O Sobrevivente
[Cavalcante, Íris. O Sobrevivente. – Fortaleza: Expressão Gráfica, 2010, p. 43.]

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Vasco Arruda

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida – porque a Vida manifestou-se: nós a vimos e dela vos damos testemunho e vos anunciamos esta Vida eterna, que estava voltada para o Pai e que nos apareceu – o que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos para que estejais também em comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. E isto vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.
Primeira epístola de João, 1,1-4

Vasco Arruda

A beatitude consiste na posse e no gozo de todo bem e, em boa medida, também no comunicar aos outros o mesmo bem. Por isso São Paulo afirma: “É melhor dar que receber”. Assim, o céu dá à terra, não vice-versa; o Sol aos planetas; o pai aos filhos; o rei, as dignidades terrenas aos súditos e aos ministros; o sumo pontífice aos eclesiásticos; e Deus a todas as criaturas. Maior louvor como ato perfeito merece o dar que o receber: a árvore só dá frutos depois que alcança o seu completo crescimento. Mas, se é assim maior a bem-aventurança de quem dá do que daquele que recebe um benefício, então, à Virgem, dado que está repleta de toda beatitude, não poderá certamente faltar-lhe uma de suas prerrogativas principais. Como imaginar uma estrela do firmamento ou um Sol que esteja privado de comunicar sua luz?
A beatitude da Virgem Santíssima é semelhante à de Deus, que é essencialmente comunicativa. De fato, o bem tendo por sua própria natureza a se expandir, propriamente como acontece com a luz.
São Lourenço de Brindisi, La Vergine nella Bibbia
[Citado em: Sgarbossa, Mario. Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente: com uma antologia de escritos espirituais. Tradução Armando Braio Ara. – São Paulo: Paulinas, 2003, p. 411.]

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Vasco Arruda

Nesta novena, fixemos nosso coração no desejo de caminhar com Maria todo o período de sua gravidez, vivendo com ela suas alegrias, angústias, medos e ansiedade pela chegada de Jesus, que está por nascer.
Acompanhar Maria em sua gestação é sentir-se como ela: grávidos e grávidas da Palavra Eterna, do Verbo, de Jesus. É desejar fazer a experiência profunda de sentir em si os efeitos da presença transformadora de Deus em nosso ser. É poder esperar com amor de mãe o cumprimento da promessa do Altíssimo em nossa vida. É fechar os olhos do egoísmo que tenta nos amordaçar, para viver em função daquele que é a razão da nossa existência.
Acompanhar Maria grávida é ser capaz de viver a esperança como fruto da nossa fé e da nossa caridade. É saber esperar.
Luís Erlin, CMF
[Erlin, Luís. 9 meses com Maria: novena da Anunciação ao nascimento de Jesus. São Paulo: Editora Ave-Maria, 2011, p. 11.]

Vasco Arruda

No templo vivente da divindade – Maria -, Deus habitou não só por natureza, presença, essência, como no mundo; não só por graça, fé, esperança e caridade, como na Igreja; não só pela glória, pela visão e fruição do sumo Bem, como no Céu; mas também de modo corpóreo. Qual deve ser a capacidade do Templo que encerra em si aquele que os céus não podem conter! Nele foi oferecido o grande Sacrifício de valor infinito, como a majestade divina. Nele desce uma abundância de graça e de méritos, superiores ao infinito tesouro da Igreja militante e triunfante e do próprio paraíso. Na Igreja e no paraíso a glória e o mérito são finitos; em Maria, ao contrário, infinitos. Cristo nela encarnado é o Sol da justiça, do qual deriva toda a luz no céu e na terra; é o rio que brota da Fonte perene; Maria é o aqueduto que conduz a água.
São Lourenço de Brindisi
[São Lourenço de Brindisi. As grandezas de Maria. Citado em: Sgarbossa, Mario. Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente: com uma antologia de escritos espirituais. Tradução Armando Braio Ara. – São Paulo: Paulinas, 2003, p. 475.]

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Vasco Arruda

E agora, meu caro bibliófilo aprendiz, de que mais podemos conversar? Já proseamos bastante (talvez demais, na sua opinião) e falta ainda muita coisa que eu gostaria de lhe dizer. Mas, prosa sobre livros não tem fim. Você já deve estar cansado. Quer fechar este livro e ir cuidar da vida. Se cuidar da vida é, para você, ganhar mais dinheiro, digo-lhe que não vale a pena. Ganhar muito dinheiro dá enfarte. Sempre haverá o bastante para comprar-se um livrinho ambicionado. O resto é vão e não vale o sonho imenso de quem gosta de livros raros. Não vive verdadeiramente quem não gosta de dar uma prosa com um amigo ou ler um livro com vagar. Desejo-lhe que tenha sempre tempo para prosear sobre livros. Quando nos encontrarmos de novo, espero que seja você quem me conte coisas sobre livros e me diga os exemplares raros que já possui.
Rubens Borba de Moraes
[Moraes, Rubens Borba de. O bibliófilo aprendiz. – 4ª. ed. – Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros: Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2005, p. 205.]

Vasco Arruda

Nada roubemos ao espírito humano; suprimir não é bom. É preciso reformar, transformar. Algumas faculdades do homem são dirigidas para o Desconhecido: o pensamento, o sonho, a oração. O Desconhecido é um oceano. Que é a consciência? É a bússola do Desconhecido. O pensamento, o sonho, a oração são os seus resplendores misteriosos. Respeitemo-los. Para onde se dirigem essas irradiações majestosas da alma? Para a sombra, isto é, para a luz.
Victor Hugo
[Hugo, Victor. Os miseráveis. 3ª. ed., 1ª reimpressão, 2011. – Tradução e notas: Frederico Ozanam Pessoa de Barros; apresentação Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Cosac Naify, 2002, p. 468.]