Nós mesmos, eis a grande questão da viagem. Nós mesmos e nada mais. Ou pouco mais. Certamente há muitos pretextos, ocasiões e justificativas, mas em realidade só pegamos a estrada movidos pelo desejo de partir em nossa própria busca com o propósito, muito hipotético, de nos reencontrarmos ou, quem sabe, de nos encontrarmos. A volta ao planeta nem sempre é suficiente para obter esse encontro. Tampouco uma existência inteira, às vezes. Quantos desvios, e por quantos lugares, antes de nos sabermos em presença do que levanta um pouco o véu do ser! Os trajetos dos viajantes coincidem sempre, em segredo, com buscas iniciáticas que põem em jogo a identidade. Também aí o viajante e o turista se distinguem e se opõem radicalmente. Um não cessa de buscar e às vezes encontra, o outro nada busca e, portanto, nada obtém.
Michel Onfray
[Onfray, Michel. Teoria da viagem: poética da geografia. Tradução de Paulo Neves. – Porto Alegre: L&PM, 2009, p. 75]
01. Digressões de um bibliófilo
Segundo o professor J. Herculano Pires, a doutrina espírita é uma realidade histórica, um corpo doutrinário existente em livros. Então, em primeiro lugar, diremos ao leitor que o espiritismo é a doutrina codificada por Allan Kardec. Além de afirmar, porém, que o espiritismo é uma realidade histórica, uma doutrina existente em livros, Herculano assegurou que ela precisa ser estudada. Em segundo lugar, portanto, afirmaremos ao leitor que o espiritismo é doutrina filosófica de bases científicas e consequências morais religiosas.
Sergio Aleixo
[Aleixo, Sergio. O que é Espiritismo. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2003, p. 23.]
A rabeca encantada de Violina. Pois. Gostei logo, encanto ligeiro, do nome Violina. Para mim, menino de qualquer tempo e lugar, ouvi música que faz mexer, invencionices e fantasiações. Uma menina com nome Violina e que toca uma rabeca encantada? Corri para ler. Curiosidade de quem quer imaginar. E fui encantado pela história de quem tocando rabeca, faz a vida mudar de cor e até galinha voltar a botar ovo… Não vou contar o resto da brincadeira da estreante Adriana Alcântara. Quem quiser ser de bem, trocar uma tristeza por uma alegria, corra e se encante.
Demitri Túlio
[Apresentação do livro “A rabeca encantada de Violina”, de Adriana Alcântara. Fortaleza: Edição do Autor, 2010.]
Nossa primeira lição é a seguinte: para rezarmos bem, precisamos “usar” o nosso coração juntamente com nossa razão, envolvendo-nos emocionalmente com as palavras que professamos por nossos lábios. Palavras que brotam espontaneamente de nossa memória, onde estão registradas todas as fórmulas aprendidas e decoradas durante a nossa vida. Caso contrário, corremos o sério risco de tornar as nossas preces insípidas, sem vida e, consequentemente, sem valor para nós mesmos.
Antonio Miguel Kater Filho
[Kater Filho, A. M. Orar com eficácia e poder. São Paulo: Editora Ave-Maria, 2007, p. 11.]
O cepticismo, portanto, não é o ato de evitar a opção; é a opção por um certo…
Uma obra como esta se justifica pelo fato de o pentecostalismo ser o fenômeno religioso que tem…
Mas pouco importa. O que conta é o momento da pequena frase. E se a gente fosse……
Dentre todas as grandes religiões, o budismo é a que se concentra com maior ênfase no aspecto…
Parabéns Mulheres, filhas da Grande Mãe, responsáveis pela volta das Deusas à Terra e pela manutenção da…
Além do conteúdo, edição, encadernação, diagramação, tipografia, ilustração, ou papel, o livro exerce sobre mim uma atração…
