Pero, ¡oh, dichosos aquellos que se llegan a la Virgen com espíritu de auténtica devoción! Ella es certamente madre de todos; pero asiste com um amor especial a quienes le profesan uma íntima y cordial devoción.
San Lorenzo de Brindis
[Sermón Quinto: La Virgen María, excelsa abogada nuestra, p. 427. Em:San Lorenzo de Brindis. Marial: Maria de Nazaret, “Virgen de la Plenitud”. Traducción del latín por Agustín Guzmán Snacho y Bernardino de Armellada; Introducción, notas e revisión por Bernardino de Armellada. Madri, Espanha: Biblioteca de Autores Cristianos, 2004.]
Esse era o único dia do ano em que o sumo sacerdote podia entrar no Devir, representando os fiéis. Ao sair, ele levava para o povo a grande santidade do recinto sagrado. O autor compara a aura que o envolvia ao sol que reluzia na cúpula dourada do Templo, a um arco-íris em meio a nuvens brilhantes, a uma oliveira carregada de frutos e a um cipreste elevando-se para os céus. A realidade se enaltecia e se fazia sentir com maior intensidade: o sagrado revelava todo o seu potencial.
Karen Armstrong
[Armstrong, Karen. Jerusalém: uma cidade, três religiões. Tradução Hildegard Feist. – São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 145.]
Nossa! Que ansiedade! Que pressa! Que afobação! Não queira colocar a carroça na frente dos cavalos. Calma! O mundo não vai acabar amanhã. O tempo é eterno para todos nós! Tudo de bom está reservado para você, mas tem de esperar, ser perseverante, dar tempo ao tempo… Enfim, não desista; aguarde! Contudo, algumas situações deverão ser resolvidas antes que possa concluir o que almeja. O melhor a fazer é ocupar-se com outras coisas. Confie no destino e em você!
Nei Naiff
[Naiff, Nei. Consulte o Tarô: direcione sua vida para o sucesso. – São Paulo: Elevação, 2003 p. 127.]
A Guematria de nun é cinquenta. Há cinquenta “portões” ou níveis de Biná, entendimento. É por isso que os judeus contaram quarenta e nove dias – sete semanas completas de Pessach a Shavuot – para se prepararem a receber a Torá. A famosa questão é: por que a Torá nos diz para contar cinquenta dias após Pessach, quando imediatamente depois diz para contar sete semanas completas, que são apenas quarenta e novo dias? A resposta é que um indivíduo somente pode alcançar quarenta e nove níveis de intelecto por si mesmo. O quinquagésimo nível, aquele da transcendência, somente pode ser fornecido por D’ us. Portanto D’us diz: Vocês façam o seu e Eu farei o Meu. Se vocês atingirem o quadragésimo nono nível, Eu os abençoarei com o quinquagésimo; a camada mais elevada de Biná, entendimento.
Rabino Aaron Leib Raskin
[Rabino Aaron Leib Raskin. A luz das Letras do Alfabeto Hebraico. Tradução de Solange Porto; iniciativa e revisão de Marcia Eliezer. São Paulo: Editora Lubavitch – Brasil, 2011, p. 107.]
Porque este mandamento que hoje te ordeno não é excessivo para ti, nem está fora do teu alcance. Ele não está no céu, para que fiques dizendo: “Quem subiria por nós até o céu, para trazê-lo a nós, para que possamos ouvi-lo e pô-lo em prática?” E não está no além-mar, para que fiques dizendo: “Quem atravessaria o mar por nós, para trazê-lo a nós, para que possamos ouvi-lo e pô-lo em prática?” Sim, porque a palavra está muito perto de ti: está na tua boca e no teu coração, para que a ponhas em prática.
Eis que hoje estou colocando diante de ti a vida e a felicidade, a morte e a infelicidade.
Se ouves os mandamentos de Iahweh teu Deus, andando em seus caminhos e observando seus mandamentos, seus estatutos e suas normas -, viverás e te multiplicarás. Iahweh teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando a fim de tomares posse dela. Contudo, se o teu coração se desviar e não ouvires, e te deixares seduzir e te prostrares diante de outros deuses, e os servires, eu hoje vos declaro: é certo que perecereis! Não prolongareis vossos dias sobre o solo em que, ao atravessar o Jordão, estás entrando para dele tomar posse. Hoje tomo o céu e a terra como testemunhas contra vós: eu te propus a vida ou a morte, a bênção ou a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e a tua descendência, amando a Iahweh teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele. Porque disso depende a tua vida e o prolongamento dos teus dias. E assim poderás habitar sobre este solo que Iahweh jurara dar a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó.
Dt 30,11-20
[Bíblia de Jerusalém. Gorgulho, Gilberto da Silva; Storniolo, Ivo; Anderson, Ana Flora (Coord.). Tradução do texto em língua portuguesa diretamente dos originais. 4ª reimpressão. São Paulo: Paulus, 2006, p. 296.]
Encontramos em toda pessoa a ideia do Adão Cadmon – o Cristo em nós. Cristo é o segundo Adão, o que corresponde nas religiões orientais à ideia do atmã ou do homem total, do homem original, o homem “todo redondo” de PLATÃO – que é simbolizado por um círculo ou por uma pintura com motivos redondos. Encontramos todas essas ideias na mística medieval, na literatura alquimista em geral, desde o primeiro século da era cristã. Encontramo-las no gnosticismo e encontramos muitas delas naturalmente no Novo Testamento, em Paulo. Mas é um desenvolvimento absolutamente consistente da ideia de Cristo em nós – não o Cristo histórico fora de nós, mas o Cristo dentro de nós; e o argumento diz que é imoral deixar Cristo sofrer por nós, que ele já sofreu que chega e que devemos finalmente carregar nossos próprios pecados e não colocá-los sobre Cristo – nós todos deveríamos carregá-los em conjunto. Cristo expressa a mesma ideia quando diz: “Eu estou presente no menor de vossos irmãos”. E o que dizer, meu caro, se o menor de teus irmãos fosse você mesmo – o que dizer então? Então você percebe que Cristo não deveria ser o menor em sua vida e que nós temos um irmão dentro de nós que é realmente o menor de nossos irmãos, muito pior que o pobre mendigo a quem demos comida. Isto significa que temos dentro de nós uma sombra, alguém muito mau, alguém extremamente pobre, mas que precisa ser aceito. O que fez Cristo – sejamos bem banais – quando o consideramos como ser puramente humano? Cristo foi desobediente à sua mãe; Cristo desobedeceu à sua tradição; Cristo se apresentou como enganador e representou esse papel até o amargo fim; ele sustentou sua hipótese até seu triste fim. Como nasceu Cristo? Na maior miséria. Quem era seu pai? Era filho ilegítimo – do ponto de vista humano, uma situação lamentável: uma pobre moça que tinha um filho pequeno. Isto é o nosso símbolo, isto somos nós; nós somos tudo isto. E se alguém viver sua própria hipótese até o amargo fim (e tiver que pagar talvez com a morte) saberá que Cristo é seu irmão.
C. G. Jung
[Jung, C. G. III. A vida simbólica. Em: Jung, C. G. A vida simbólica: escritos diversos. Tradução de Araceli Elman, Edgar Orth; revisão literária de Lúcia Mathilde Endlich Orth; revisão técnica de Jette
Eu sou o Deus que te apareceu em Betel, onde ungiste uma estela e me fizeste um voto.
Gn 31,13
Abraçava a Mãe de Jesus com indizível amor, pelo fato que ela tornou irmão nosso o Senhor da Majestade (cf. Sl 28,3). Cantava-lhe louvores especiais, derramava preces, oferecia afetos tantos e tais que a língua humana não poderia exprimir. Mas o que mais nos alegra é que ele a constituiu advogada da Ordem e confiou à sua proteção os filhos que haveria de deixar para serem aquecidos e protegidos (cf. Sl 16,8) até o fim. – Ó advogada dos pobres! Cumpri para conosco o ofício de tutora até ao tempo predeterminado pelo Pai (cf. Gl 4,2)!
Frei Tomás de Celano
[Frei Tomás de Celano. Segunda vida de São Francisco. Em: Fontes Franciscanas e Clarianas. Apresentação Sergio M. Dal Moro; tradução Celso Márcio Teixeira… [et. al.]. 2ª. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008, p. 424.]
Desta vez foi em plena rua que ele se manifestou. Fiquei surpresíssimo, pois algo semelhante nunca me acontecera. Mas ele se manifestou, e o fez de uma forma totalmente inusitada. Na verdade, não era exatamente ele, mas passei por uma experiência tão estranha e surpreendente que, pelas características, só poderia mesmo ser coisa dele. E o curioso é que, a princípio, nem me dei conta do que estava acontecendo. Na verdade, somente alguns dias depois comecei a juntar as peças e montar o quebra-cabeças; foi aí que pude discernir o motivo para o que estava me acontecendo, qual era a fonte e que mensagem estava sendo transmitida.
Deixando de lado aqueles que, diante dos conteúdos religiosos, não têm a coragem nem da fé nem da descrença, resta-nos a situação incômoda do homem contemporâneo, dividido entre, de um lado, a existência de certos fatos de fé aos quais sua consciência intelectual não admite acesso e, de outro, a afirmação de pensadores eminentes com supremo poder intelectual de que a realidade dessas crenças está acima de qualquer dúvida. Tal pessoa sofre o sentimento angustiante de que lhe falta alguma percepção sensorial pela qual outros percebem algo real onde ela poderia jurar que não há, nem pode haver, nada.
[Simmel, George. Religião: ensaios volume 1 /2. São Paulo: Olho d´Água, 2009. Ensaio 2, O problema da situação religiosa, tradução de Antonio Carlos Santos, p. 10]
